Sentir a dor que sinto, em tal intensidade, É não saber descrever{sobreviver}. É apenas ter a alma dilacerada.
{saudade.dor.vazio.solidão}
Sentimentos que nos fazem pensar em desistir... Não sei onde{como} me perdi. Talvez eu esteja aqui, em algum lugar dentro de mim Onde ja não sei me encontrar{procurar}
Tua falta... sim, como fazes falta! Levaste o meu ar. Não sinto em mim o pulsar d'antes. Não me sinto mais em mim.
Sei que me levaste consigo e que, talvez, Possamos estar felizes, numa estranha sintonia{dimensão}. O nosso amor é infinito...
{ilimidato.imensurável.indescritível}
Desconhecida é a imensurável dimensão do que sentimos {ou do que nos separa} Existe uma forte ligação...
Porém, longe do seu olhar, me sinto perdida. Lamentando a sombra que ficou: Lembrança... apenas lembrança {e muita dor}.
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autoria: L.a.d.y.643 Em: 08.04.09
à véspera da data do 3º ano da fatalidade - erro grave do destino - {como queria não ver esse dia chegar} - ELA levou minha luz porque a luz era ELA: minha Mãe Querida.
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"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..." Quando me dizem isto, toda a graça Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, digo de rastros: "Ah! podem voar mundos, morrer astros, Que tu és como Deus: princípio e fim!..."
Hoje parei para pensar... pensar na minha vida Detalhar meus gestos e atitudes no passado. Anos, meses, até os minutos que já passou no dia; Observei tudo que fiz, minuciosamente analizado...
Tantas coisas boas na vida aproveitei... Mas isso não faz de mim, hoje, conformada. O que me incomoda é que pude perceber Quantas oportunidades foram desperdiçadas!
Quantas alegrias que findaram em pranto Quantas lágrimas removidas num sorriso Quantos sonhos não vividos - Ó quantos... quantos!
Foi com pincel de sonhos que escrevi minha vida E hoje, com lágrimas de sangue, estou apagando... Pois encontrei-me escondida nos espaços em branco.
Caminhando sem direção Onde a leve brisa me acalentava Vi adiante uma aparição Um negro anjo me condenava
Recitou-me em voz grave Maus dizeres e encantamentos... Nos seus olhos de fogo eu vi O meu passado e meus sofrimentos
O negro anjo, em seu furor, Aproximou-se e disse enraivecido: 'Maldita sejas!' E me tocou... 'És agora o Anjo Caído!'
Contrariado por não mais ser O Escolhido Retirou-se sem olhar atrás Ganhei negras asas, fui ao infinito... Meu corpo agora na terra jaz.
Percorri o mundo, percorri o mar; Tenho lágrimas de sangue e um punhal. Protejo os que souberam me amar; Vingo os que me fizeram o mal.
Enfeiticei crianças sem causar-lhes danos. Fartei-me de tanto fazer maldades; Abri os meus olhos tomada de espanto Então acordei sobre a minha lápide...
Na estrada sem fim, onde a solidão é meu guia, Minhas lágrimas regam o caminho que passo; Sigo de rosto molhado pela noite fria Carregando a dor e o luto como eterno fardo.
O meu abraço... já não há nele mais calor Pela intensa friagem das noites solitárias; As desilusões tirou dos meus lábios o sabor Que pertenceu aos amores que ficou na estrada.
Não há esperança em meu negro coração Onde as curvas do tempo tantas vezes ensinaram... Aprendi com tragédias a mais triste lição: Nasci para seguir só, todos me deixaram!
Andar só na escuridão deste vago caminho É como ter-se sede, submersa em muita água. Tenho asas para voar, sou livre, mas não tenhu ninho... O destino fez de mim uma coruja solitária.
2009 chegou... Quero que ele traga forças para manter a esperança; Que conserve o sorriso que as vezes se desfaz; Que possa cicatrizar as feridas q insistem em ficar no meu corpo e na minha alma; Que o silêncio possa dar lugar a algumas risadas, de vez em quando; Que possa rolar algumas lágrimas de alegria e não so de tristeza... Que a saudade possa ser algo possivel de resolver; Que as amizades sejam para sempre; Que o amor não seja apenas uma utopia; Que a vida não seja longa e sim bem vivida por mais breve que for...
{Lady643}
Saudações... perdão pela demora em atualizar meu blog. Tirei férias em janeiro e passei o mês viajando... Agora estou de volta!
Aqueles que me têm muito amor Não sabem o que sinto e o que sou... Não sabem que passou, um dia, a Dor À minha porta e, nesse dia, entrou. E é desde então que eu sinto este pavor, Este frio que anda em mim, e que gelou O que de bom me deu Nosso Senhor! Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Sinto os passos de Dor, essa cadência Que é já tortura infinda, que é demência! Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio, A mesma angústia funda, sem remédio, Andando atrás de mim, sem me largar!
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Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar...
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Flor Bela de Alma da Conceição Espanca [Florbela Espanca]
Poetiza portuguesa. (Vila Viçosa, 8 de dezembro de 1894 - Matosinhos, 8 de dezembro de 1930) Precursora do movimento feminista em Portugal, teve uma vida multuada, inquieta, transformando seus sofrimentos íntimos em poesia da mais alta qualidade. Teve três casamentos mau sucedidos e dois abortos involuntários. A morte do irmão, Apeles (num acidente de avião), abala-a gravemente. Tentou o suicídio por duas vezes em outubro e novembro de 1930. Por fim, após o diagnóstico de um edema pulmonar, suicida-se no dia do seu 36º aniversário, utilizando uma dose elevada de veronal.
Homenagem pelo seu dia... aniversário de nascimento e de morte. Florbela Espanca, a poetiza que não sei se estou nela ou se ela está em mim.
'O que há depois? Depois?... O azul dos céus? Um outro mundo? O eterno nada? Deus? Um abismo? Um castigo? Uma guarida? Que importa? Que te importa, ó moribundo? - Seja o que for, será melhor que o mundo! Tudo será melhor do que esta vida!...'
Anjos caídos, anjos perdidos Anjos mortos, anjos esquecidos Anjos que já foram, anjos que ficaram Anjos que há muito tempo se mataram
Asas negras, machucadas Rostos pálidos, faces cortadas Olhares tristes, lágrimas de saudade Sorrisos falsos, um pouco de realidade
Anjos solitários, um anjo com medo Anjos inocentes, um anjo que morreu cedo Anjos depressivos, um anjo maltratado Anjos tristes, um anjo abandonado
Um anjo suicida Um anjo enterrado Um anjo sem vida Um anjo do Teu lado...
{autoria desconhecida}
O Anjo que me protege
Ao chegar em frente a sua casa, ela avistou o Anjo que a proteje e disse surpresa, meio preocupada, entretanto com um ar de felicidade: - Puxa, que bom que estais aqui! Eu só trouxe um lanche... Não sabia que você viria. O Anjo sorriu, tranquilamente. Ela pôde sentir o olhar daquele Anjo dizer muitas coisas, sobretudo, que não tinha problema algum... O Anjo a fez sentir que, na verdade, nunca havia partido. - Vamos entrar? - chamou o Anjo. - Vamos! Ela sentiu uma paz que a tempos nao sentia... Parecia tão real...
O Anjo que se matou
Ela sabia que ele estava la dentro daquele quarto, sozinho, deprimido. Mesmo assim ela resolveu entrar, afinal, eram amigos...Ela então entrou. O lugar era meio escuro... Sabia que ele, a pouco, tornou-se Anjo... um Anjo que se matou e parecia agora muito triste. Ele estava sentado, sem camisa, cabeça baixa, pensativo, não tinha asas... Ela se aproximou. O Anjo a olhou e sorriu. Ela fez o mesmo.Abraçaram-se demoradamente. Não trocaram nenhuma palavra, apenas sentiam a presença física... Sim! Ela podia tocá-lo. Ela olhou-o nos olhos, acariciou seu rosto. Abraçou-o novamente.Aquele abraço falou muitas coisas... numa linguagem que só eles entendiam. Seria essa a linguagem dos Anjos? Lágrimas molhavam o rosto dela...
Ontem, passei a noite com Anjos... Sinto minh'alma abatida, carregada de tristeza por ter sido obrigada a voltar ao seu 'habitat físico' que mais parece um cárcere!
Ass.: uma indigente...
"Ela acreditava em anjos e, porque acreditava, eles existiam." {Clarice Lispector}
Estou de frente a um espelho e nele vejo a imagem de uma menina perdida. No espelho a vejo feliz, mais sinto que ela está triste. Ela deseja se desprender dessa vida...
Nada apagará uma magoa que surgiu de repente, nem eu consciente consigo explicar qual é o problema; Mesmo a vendo sorrir ainda sinto que ela está triste e mesmo fazendo os outros sorrirem, ela se entristece. Sinto vontade de morrer e de mata-la mais ao mesmo tempo quero mantê-la viva e assim descobrir até onde vai a minha força.
- A vida nos prega várias peças e nos confunde. Ela deveria nos dar a morte, mas ela mesma nos mata!
Sentada sobre uma pedra, de frente para o mar, num demasiado estado de solidão, dei lugar aos meus pensamentos...
Questionei-os: “Onde foi queeu errei? Por que a vida tem se rebelado contra mim? Por que o temível sempre me alcança? Por que tinha que acabar assim?”
Entre lágrimas busquei respostas... E fiquei olhando o mar em sua fúria. As ondas pareciam trazer-me lembranças, agravando ainda mais a minha dor e saudade.
...E mais pensamentos inundavam minh’alma. Agora pensamentos destrutivos em meio à ausência das respostas que tanto buscava. Eu ainda olhava as ondas... O alvoroço das águas parecia interligar-se com a angústia que eu sentia.
O barulho brusco das ondas contra as pedras soavam aos meus ouvidos como um chamado.
“Chegou a hora. É hora de partir”.
Levantei-me da pedra em que estava sentada e em passos lentos caminhei, com pés descalços, em direção às ondas turbulentas. A fria brisa da noite sobre meu corpo gélido e trêmulo não foram suficientes para impedir meu próximo passo... Lembro que o céu estava turvo e a lua sem claridade.
A cada instante eu me aproximava das fortes ondas, meus pés estavam submersos igualmente a minha razão de viver... Estava decidida: “Adeus, mundo cruel!”
Atirei-me à primeira onda, forte e gelada; Essa num impulso empurrou-me metros à trás... Caminhei novamente em direção à próxima onda que se formava... Eu caminhava com dificuldade devido ao frio demasiado das águas, porém sentia uma leve dormência e uma estranha força me “ajudava”.
De repente fui arrastada bruscamente... Meus pés já não tocavam o chão. Ondas jogavam-me de um lado para o outro num movimento desordenado. Nesse instante eu bebi muita água, pois não sabia nadar. O frio era intenso. Entrei numa espécie de transe onde eu já não pensava e nem reagia mais... Vi o fim se aproximar... Uma gigantesca onda estava à minha frente. Furiosa e ameaçadora. Parecia ser muito tarde para voltar à trás. Senti pavor diante daquela onda negra e feroz que me engoliu e arrastou-me violentamente sem que eu soubesse em qual direção.
Prendi meu fôlego por alguns instantes, acho que também perdi os sentidos diante de tanta fúria, força e velocidade, mesmo sem saber ao certo o que iria me acontecer a partir daquele momento, senti uma estranha sensação de alegria, estava orgulhosa por vencer o medo e, por fim, entreguei-me ao mundo desconhecido.
Ass.: uma indigente.
(relatos baseados em sonhos onde osdois últimos
parágrafos do texto repetiram-se inúmeras vezes...)
Hoje, ao entrar no meu quarto, deparei-me com um corpo... Vi que tratava-se de um cadáver. Sim! Um cadáver... Ao ver aquele corpo ali, sem vida, tive uma estranha sensação... Engraçado como um cadáver se transforma numa simples mala no meio do seu quarto. Não tenho coragem de tocá-la para não deixar evidencias. - Não fui eu, eu juro! Não fui eu! Foi assim que eu a encontrei, desde a ultima vez que a vi com vida. Não fui eu. Eu juro! Está do jeito que a mataram. Olhando para mim... Nem um pano a cobri-la; Sem marcas de agressão, apenas um rubro adeus saindo pela sua boca; Parece um crime perfeito. Mas como em todo crime sempre tem que haver um culpado. Talvez o acusado até seja o inocente. Mas alguém tem que pagar por isso. E o cadáver ainda está aqui... Quando eu a vi, confesso que chorei... Chorei por horas! Mas tenho que me conformar. Ainda não posso tocá-la. Havia tanta esperança lá dentro. Agora parece um nada, morreu como indigente. Ninguém para enterrá-la. O assassino poderia ter se dado o trabalho.. Que tal, esquartejá-la e afundá-la em um rio bem profundo, com pedras no seu interior? Seria mais inteligente. Talvez nem se ouviria falar nada a respeito. Procura-se agora um culpado! Um destruidor de sonhos! Quem sabe seu nome seja destino, ou foi o acaso... O infortúnio, um incidente... Talvez uma queda? Um fracasso. Às vezes eu olho pra ela e desejo que ressuscite. Quem sabe se eu esperar algo aconteça? Quem sabe ela saia andando dali? Mas pra onde vão os mortos? Pra onde vão os sonhos fracassados? Os sonhos e desejos assassinados? Se você souber para onde vai, me diz! Preciso saber. - Não se iluda, tudo está acabado! Diz uma voz que sempre surge para cortar o nosso fiozinho de esperança. - Descanse em paz!